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26 de junho de 2012

Eifersucht







A imagem vêm a mente, a imagem aparece em tela widescreen, gigante, como cinema.

A imagem se monta no cérebro através de palavras e fotos vistas!

O sufoco, o engasgo, a falta de ar.

O peito aperta, pesa, queima; a boca amarga; as lágrimas jorram...

A agressividade chega sem bater à porta, já arrebentando os batentes, ela não pede licença.

O choro, o grito, as ofensas... Ah, as ofensas que saem da boca sem controle, seu cérebro já não domina, o racional já não obedece, existe somente a sede... Essa sede que destrói e corrói por dentro...

O que dói em mim tem que doer em você! Você precisa sentir o que eu sinto, pois você é a causa da minha dor!

E eu então eu grito, eu provoco, me debato, testo sua força, sua vontade!

Tudo porque preciso que você saiba o que eu sinto!

E assim, eu tento te matar, e você revida, um matando o outro!

Ficamos nesse embate, nesse jogo de forças!

E para quê?

Por que eu insisto? Por que eu sou tão teimosa?

Eu sei que vou perder! Eu sempre perco! Eu sempre quero perder...

E depois, no resultado final, ficam apenas os meus gemidos, o meu choro, o meu sofrimento, a sua fúria...

E enfim, a (re)conciliação...

Pois não há como viver sem sentido, não há como viver sem oxigênio, nem sem alimento.

E você é tudo isso, e muito mais...

Você sempre se torna cada vez mais...

No fim de tudo, só existe VOCÊ!