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11 de abril de 2012

Bondage



                                                                Imagem por OrianaN

Os olhos vendados nada podem ver, apenas consigo ouvir e sentir.

As cordas são passadas, enroladas em meu corpo, vagarosamente, com uma paciência que somente um Homem que Domina a si mesmo consegue ter, pois Bondage é uma arte, arte primorosa, detalhista, que precisa de tempo para sair perfeita. Apenas ouço essas cordas se entrelaçando, enquanto as vezes, sinto seus dedos frios passarem sobre as curvas de meu corpo.

Impaciente é a escrava, que deseja, arde e já se excita somente com essa pequena arte. Nada ainda aconteceu, apenas a nudez, as cordas roçando na pele e os dedos frios tocando pouco, e mesmo assim, sem chegar ainda às partes íntimas.

Encoleirada e amarrada, a respiração já está ofegante, e o corpo ja chama, queima, grita pelo Dono.

O Dono apenas continua, sempre paciente, vagarosamente, seu ritual, bricando com seus dedos, com suas lâminas, chicotes, língua. Um ritual longo extremamente prazeroso para ambos. Dono se delícia com isso, com as reações, a acha graça da ansiedade da serva. E a serva, com o corpo já trêmulo, apenas solta alguns suaves gemidos, e, quando tem permissão para falar, implora para ser completamente possuída; e Dono se diverte com isso, com a agitação de sua serva.

E num movimento brusco, Dono me penetra, proporcionando-me um prazer indescritível, e com Ele entre minhas pernas, consigo apenas balbuciar "Obrigada, Mestre!" entre meus gemidos e o contorcer de meu corpo.