Imagem retirada de Deviantart.
A lâmina cortante contra a pele de meu pescoço... Pescoço, uma parte vital para a sobrevivência, onde se encontram as vértebras que protegem os nervos que fazem o pulmão e o coração cumprirem seu papel; que nos permite movimentar todos os outros membros abaixo dele; que guarda em si, logo após fina camada de pele, a carótida e a jugular... E, no entanto, apesar de ser uma parte tão importante para a sobrevivência humana, ela é tão frágil.
A ponta da lâmina, afiada, contra a delicada pele de meu pescoço... O medo invade o corpo, sua-se frio, perde-se o controle do pensamento, das suas cordas vocais saem apenas choros, gemidos incertos e suplicantes. O raciocínio se perde perante o olhar bruto e ameaçador Dele. Não consigo responder, apesar Dele inquirir insistentemente... O corpo quer reagir, mas está paralizado; por maior que seja a vontade de reagir, de empurra-lO e fugir, é impossível, Ele é mais forte do que eu e Seu olhar me domina de tal forma que mal tenho forças nos membros para lutar. Fico totalmente à mercê de Seu julgamento, a decisão agora está em Suas mãos de Dono, e a tranquilidade deve residir na resignação da kajira.
"O que devo fazer com você, hein, kajira?", sussurra Ele, em tons guturais, enquanto olha em meus olhos, cruelmente, e aperta ainda mais a lâmina contra meu pescoço. Eu só consigo chorar e pedir "por favor, por favor", isso faz com que eu me sinta patética, ao implorar por minha vida. "Eu realmente não sei se devo matá-la, ou se devo dar-te outra chance.", continua Ele, com aquele brilho maligno nas pupilas.
Uma lágrima escorre pelas maçãs de meu rosto, tendo como fim de sua jornada a mão em que Ele segura a faca, rente à minha garganta. Nesse momento, já estou tão apavorada, tão gemente, que sinto que nada mais importa, e me entrego completamente à Sua vontade. Cerro as pálpebras, pronta para aceitar Sua decisão com a mesma submissão com a qual O sirvo.
Repentinamente, a lâmina se afasta. "Vou dar-te um nova chance, kajira, sob condições." Abro os olhos e continuo imóvel. Ele solta-me e manda-me para frente do espelho. A pergunta: "Como vai esconder essas marcas em seu pesoço?" Respondo, em tom trêmulo e temeroso: "Vou usar maquiagem para disfarça-las, Dono." "Excelente!", exclama Ele. Dando tapinhas em Sua perna, ordenando-me a sentar-me em Seu cólo, Ele continua: "Sente-se aqui, kajira, vou instruir-lhe suas condições."
Ainda abalada, obedeço, enquanto Ele cria novas regras e leis, passando os dedos entre meus cabelos, segurando meu rosto em Suas mãos, beijando-me com tanto fervor, que sinto como se fosse a primeira vez que nossos lábios se tocaram. E em minha mente, apenas uma idéia reina: a de não falhar novamente.
Mostrando postagens com marcador Medo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Medo. Mostrar todas as postagens
25 de junho de 2012
4 de junho de 2012
Desejo...
Imagem por farbod21889
Desejo Suas mãos quando elas
estão me acariciando desse jeito sensual, firme e convicto com o qual elas me
envolvem. Desejo Suas mãos quando, num ato furioso, elas envolvem meu pescoço,
e são desferidas em minha carne sem piedade, deixando-me dores e roxos que
queimam incessantemente. Essas mãos, que quando desejam, circundam com tanto
zelo minha cintura, como se me protegessem dos males do mundo, e as mesmas
mãos, que com tanta raiva apertam meu pescoço, me sufocando, pressionando minha
garganta...
Desejo sempre sentir o peso do Seu
corpo sobre o meu, quando me penetra avidamente, nesses movimentos ritmados, às
vezes mais lentos, outras vezes rápidos. Esse peso Seu às vezes usado para me
dar imenso prazer, às vezes usado para restringir meus movimentos, jogado sobre
minha bacia, Seus joelhos em cima de meus braços como estacas pontiagudas que
impedem o sangue de circular, trazendo aquela sensação desconfortável de
formigamento latejante...
Desejo Seu olhar misterioso, que
se mostra apenas nos momentos de raiva e frustração. Esse jeito tão neutro de
me olhar quando a tranquilidade reina sobre Seu domínio, e o sorriso impera em
meus lábios; olhar que nunca se mostra a não ser durante as tempestades. Não
vejo Seu amor, Seu desejo, Seu prazer nessas retinas espelhadas, mas vejo com
clareza a raiva com que esse olhos me ferem quando faço algo contra Sua vontade,
essa fúria contida de quando erro depois que me ensinou já mais de uma vez como
não devo agir...
Desejo Sua atenção, seja da forma
que for. Seja para me tratar bem, ou para me punir...
Amor, ódio.
Desejo, rejeição.
Prazer, dor.
Liberdade, aprisionamento.
M E D O...
Desejo apenas ser sua, seja do
jeito que for...
Assinar:
Postagens (Atom)

