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30 de maio de 2012

Acorrentada me sinto livre

                                           Imagem por: polarimpress



Entre as cordas que cerram meu corpo, restringindo movimentos;
Entre as correntes que passam pela minha pele, gelando-me a espinha;
Encoleirada, ajoelhada diante de Ti.

Em devoção e servidão encontro-me;
Sem saída, sem alternativas a não ser pertencer;
O contrato permanente cerrado;
As palavras ditas, as promessas de eternidade.

Sob a guia do Mestre, severa e certeira;
Entre castigos para falhas e recompensa para acertos;
Ser moldada apenas para satisfazer desejos dEle,
o Senhor sob a guarda que me encontro.

Sim, carrego sua marca fixa, imóvel, a tatuagem em meu corpo;
Em metade das minhas costas tenho o Senhor cravado em mim;
E digo, a carrego com orgulho, pois sei que me faz cada vez melhor;
Cada vez mais cativa e submissa;
Sou cada vez mais kajira.

E foi justamente entre essas cordas, correntes, sob essa tutela, essa guia, sob esse Domínio;
Foi justamente moldada, amarrada, encoleirada que me descobri mulher;
Que me descobri livre.

14 de maio de 2012

Fim de semana...

Fim de semana perfeito...


 Cinema, sexo, tattoo nova, sexo, aniversário de primo, sexo, frio, filme, sexo, SERVIR!!!


Tudo e qualquer coisa ao lado do Jabea é perfeito. Ele realmente consegue me deixar muito feliz, o tempo inteiro, e anseio pelo dia em que poderei fazer apenas uma única coisa: APENAS SERVIR, e NADA MAIS!

3 de maio de 2012

Castigos

                                                                                     Imagem por santa-evita



Sei que não sou perfeita, que tenho lá meus erros e que falho.

Nesse sentido, o castigo se torna algo muito importante para uma kajira.

A kajira está lá pelo prazer de servir, está lá porque quer dedicar sua vida, entregar sua alma, e se deixar ser moldada pelo Mestre.

Já diz a filosofia Gor que o único direito de uma kajira é deixar seu Mestre, não ser mais uma escrava. Assim sendo, uma kajira se torna escrava por vontade própria, por um chamado interno, pelo dom de servir, querer e saber agradar seu Mestre.

Dessa forma, quando entrei para o meio BDSM, entrei por livre escolha, e tive a sorte de já encontrar, logo que coloquei meus pés nesse mundo, o Mestre ideal. Ele não é o ideal por ser o primeiro e único Mestre que eu já servi e sirvo, Ele é ideal porque minh'alma chama por Ele há muitos anos, porque sempre que eu pensava em me tornar uma kajira, era a figura dEle que sempre aparecia em minha mente. Porque é a Ele que eu amei em silêncio por anos sombrios e hoje, nosso relacionamento se tornou real, e a escuridão sumiu de minha vida.

No entanto, como toda novata, e como "mulher" que sempre teve que lutar e batalhar para conquistar posições como trabalho, estudo, dinheiro, posições que o mundo atual exige, eu nunca havia tido o direito de ser mulher de verdade. Quando Jabea me reencontrou, eu estava cheia de defeitos e cheia de escudos impostos pela sociedade.

Ele é o que de melhor me aconteceu, Ele me dá o direito de cumprir meu papel como mulher, que é cuidar, servir, ser devota, submissa. Com Ele eu não preciso me preocupar com o mal que o mundo pode me fazer, nem com o que pode acontecer amanhã. Com Ele, minha única preocupação é cuidar dEle, de Seu bem estar e de mim mesma, da minha aparência, e de aperfeiçoar minha servidão a cada dia para deixá-lO mais feliz e mais orgulhoso.

Mas não cheguei a Ele perfeita, como disse, cheguei cheia de escudos levantados e lanças afiadas, pois tinha que me virar sozinha e me defender sozinha, eu era o que todos somos: um exército de um "homem" só. Por isso educar é importante. Ele me mostrou que eu não devo ser um exército, que eu devo ser frágil, uma curandeira, Ele luta e eu O curo, cuido dEle, pois esses são os papéis. O Homem provém e a mulher serve. E a cada castigo para cada falha minha mais eu aprendo, mais eu cresço na luz daquEle que me guia.

Castigos são muito importantes para se educar uma kajira. Eles servem para que o Mestre faça de Sua serva uma sombra dEle, pois os atos de uma kajira mostram quem é o Mestre que ela serve.

E é por isso que eu agradeço a Ele cada castigo recebido, e digo que recebo os castigos que podem vir por eventuais falhas com resignação e submissão, pois meu maior prazer é servir, assim como o maior prazer do Jabea é servido pela propriedade dEle.

Maite zaitut, Jabea, eternamente.

13 de abril de 2012

O que mais dá prazer

                                                               Imagem por arealitystudios





Seu corpo entrelaçado no meu;
nossas pernas unidas em forma de espiral;
e Seus braços envolvendo-me pelo tórax,
enquanto os meus seguram Seu rosto,
acariciando-O.

Seu suor misturado com o meu;
gotas que se unem depois de mais de um hora de movimentos,
ora bruscos, ora brandos;
mas movimentos firmes e contínuos;
a força daquEle que me pertence me guiando.

Seu toque em minha pele já febril de prazer;
minha respiração ofegante, falha;
Seus dedos brincando com meu cabelo;
e eu apenas lembro-me.

O meu prazer não existe sem o Seu, Dono;
sexo sem o Seu prazer não tem graça;
e quando posso ver nossas ações na cama;
quando o Dono não me venda,
e me permite ver o que acontece ao nosso redor,
o que me enche de desejo e excitação,
o que mais me deixa louca e faz com que me entregue tanto,
não são apenas Seus toques, Sua língua,
o jeito com que me tratas.

O que mais conta para que eu sinta tesão,
o que mais me deixa molhada pra Ti,
é ver Seu falo ereto, duro;
é observar que ele se mantém assim enquanto o Senhor brinca comigo,
o tempo todo ereto;
pois vendo-O assim,
sei que o Dono está satisfeito,
e que sente tanto prazer quanto eu,
aquela que te serve, que te venera, que é tão devota.


3 de abril de 2012

Noite passada

                                                                    Imagem por: Vampirenish


Dono estava no banho.

Aproveitei para arrumar o quarto: acendi umas velas, arrumei a cama; coloquei minha Coleira, que uso com tanto orgulho, em cima dos lençóis; junto da Coleira, deixei o chicote e as algemas. Em cima de um banco, as cordas.

Despi-me, ficando apenas de calcinha, e vendei meus próprios olhos, deitando na cama de bruços, aguardando a chegada do Mestre, como uma boa menina deve se portar.

Ouvi o ranger da porta, ela se abriu em velocidade normal, e foi fechada lentamente. O barulho da chave fez com minha respiração acelerasse, o Dono estava trancando o quarto. Seus passos ecoavam no ambiente, e sem conseguir enxergar, apenas pensava comigo mesma o que Ele poderia estar fazendo.

De repente, com uma de suas mãos, o Dono entrelaça meus cabelos, puxando com força, colocando-me de quatro, e logo me orna com um de meus símbolos de servidão absoluta: a Coleira.

Eu sabia que naquela noite eu seria recompensada.

30 de março de 2012

Gosto quando...

Gosto de sentar a seus pés e deitar minha cabeça em seu cólo quando o Senhor está ocupado, concentrado em outros afazares, e ficar ali, recostada, até que note minha presença e me faça um carinho, sua mão sobre minha cabeça.

Gosto quando o Senhor, em sinal de aprovação, acaricia meus cabelos, os enrolando entre seus dedos, enquanto me olha com aquele olhar satisfeito, mostrando-me que eu fiz algo que o agradou.

Gosto quando estamos vendo filmes, e o Senhor permite que eu fique deitada em uma de suas coxas, sendo envolvida pela outra, completamente aninhada em suas longas pernas.

Gosto quando saímos e o Senhor passa uma de suas mãos por trás de meu pescoço, guiando-me, ditando-me por onde devo seguir.

Gosto quando o Senhor senta-se em algum lugar e com seu olhar de Dono, fixo em meus olhos, bate com a palma da mão suavemente três vezes em seu cólo, no mesmo momento em que a outra mão segura sua Makila, mandando-me sentar-me também.

Gosto quando pega a Coleira, e oderna-me a sentar-me ou ajoelhar-me para que o Senhor a coloque em mim, símbolo de nosso pacto e de sua proteção.

Gosto de sua possessividade e de seus ciúmes, embora eu nunca os provoque, e da maneira com a qual o Senhor afirma que sou sua.

Gosto de quando estamos dançando, e o Senhor me envolve por trás, colocando uma de suas mãos em meu pescoço e queixo, e a outra enlaçando minha cintura, ou pousada em meu quadril.

Gosto quando saímos e o Senhor me oferece algo que sabe que agrada-me, por julgar que eu mereço, e isso faz-me sentir muito bem, pois sei que estou cumprindo com meu papel.

Não, não gosto dessas coisas, eu AMO! E acima de todas essas coisas, AMO servir-te, ser sua peça, sua escrava, sua propriedade. E mais importante, acima de tudo o que há nesse Universo infinto: AMO O SENHOR.